A pecuária brasileira apresenta dois movimentos distintos: crescimento no abate de bovinos e redução no número de animais mantidos nas propriedades. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país abateu 10,72 milhões de cabeças no segundo trimestre de 2026, o maior volume para esse período da série histórica, iniciada em 1997.
O resultado representa aumento de 1,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025 e de 4% na comparação com os três primeiros meses de 2026. Os números abrangem estabelecimentos sob inspeção sanitária federal, estadual ou municipal.
Recorde sucede um ano de expansão
O avanço ocorre após o resultado histórico registrado em 2025, quando o Brasil contabilizou 42,94 milhões de bovinos abatidos. O volume foi 8,2% superior ao de 2024, que até então representava o maior resultado anual da pesquisa.
A trajetória de crescimento dos abates é observada desde 2022. Entretanto, o aumento no fluxo de animais destinados aos frigoríficos não significa que o rebanho também esteja crescendo.
Número de bovinos recua no país
A Pesquisa da Pecuária Municipal mostra que o Brasil encerrou 2025 com 234,3 milhões de bovinos, queda de aproximadamente 1,7% em relação ao ano anterior. Foi a segunda redução anual consecutiva.
Os levantamentos medem situações diferentes. Enquanto a pesquisa de abate acompanha os animais processados pela indústria ao longo de determinado período, a Pesquisa da Pecuária Municipal registra o efetivo existente nas propriedades na data de referência.